Zema vai ou não vai? Minas define em 48 horas o destino da candidatura presidencial
O governador de Minas Gerais chegou ao ponto de inflexão da sua pré-candidatura. Aliados relatam que a definição sobre disputar o Planalto ou permanecer articulando o palanque mineiro deve ser comunicada dentro das próximas 48 horas, prazo que o próprio grupo político estipulou para encerrar a indefinição que trava as conversas do campo de centro-direita.
A hesitação tem explicação aritmética. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e, sem um palanque forte no estado, qualquer projeto nacional nasce coxo. Se o governador sair, deixa o governo estadual nas mãos do vice e abre uma disputa interna que hoje não tem herdeiro natural. Se ficar, entrega ao bloco adversário a narrativa de que recuou diante da primeira turbulência.
Nos bastidores, dois grupos disputam a decisão. O primeiro defende o lançamento imediato, apostando que a janela de exposição nacional não se repete e que a demora só beneficia nomes já consolidados na direita. O segundo argumenta que o governador tem mais a perder do que a ganhar em uma corrida presidencial fragmentada, e que o caminho seguro é consolidar Minas e negociar peso na chapa.
A TV Voz de Brasília apurou que interlocutores em Brasília já preparam os dois cenários. Em um deles, o anúncio vem acompanhado de um acordo de federação que garante tempo de televisão. No outro, a permanência em Minas vira moeda de troca por espaço no comando da campanha nacional. O que ninguém no grupo sustenta mais é o silêncio: a indefinição virou, ela própria, um custo eleitoral.
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