Brasília, domingo, 2 de agosto de 2026
Michelle Bolsonaro e o voto que ninguem mais alcanca

Michelle Bolsonaro e o voto que ninguem mais alcanca

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Redação Voz de Brasília
Redator
2 de agosto de 2026
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Michelle Bolsonaro ocupa um espaço que nenhum outro nome do campo conservador conseguiu ocupar: o do voto feminino evangélico. É um eleitorado numeroso, capilarizado por igrejas em todo o país e mobilizado por redes de confiança que não passam por horário eleitoral nem por debate na TV. Sua atuação à frente do PL Mulher transformou o que era simbólico em estrutura. Encontros regionais, formação de lideranças e candidaturas femininas criaram uma malha política real, capaz de puxar votos para deputadas e, por consequência, sustentar qualquer projeto majoritário que ela decida encampar. A resistência vem do próprio campo. Setores do partido avaliam que sua candidatura ao Planalto dividiria a direita e desperdiçaria um ativo mais eficiente numa disputa ao Senado, onde a vitória seria mais provável e a base política, permanente. O que ninguém contesta é o peso do ativo. Com ou sem candidatura própria, Michelle é hoje a fiadora do voto que decide a eleição na margem — e qualquer arranjo conservador em 2026 passa obrigatoriamente por ela.