Duas vagas ao Senado transformam o DF no tabuleiro mais disputado do país
O Distrito Federal renova duas cadeiras no Senado em 2026 e isso transforma a capital federal em um dos tabuleiros mais cobiçados da eleição. Diferentemente de estados onde apenas uma vaga está em jogo, aqui há espaço para uma composição de chapa que acomode governo e oposição na mesma boca de urna.
Pelo menos seis nomes circulam com viabilidade: dois ex-governadores, um deputado federal com votação concentrada nas cidades do entorno, um nome ligado à segurança pública, uma liderança feminina do campo conservador e um quadro histórico do campo progressista. Nenhum deles tem, hoje, votação suficiente para se eleger sozinho sem aliança.
O cálculo dos partidos é conhecido: no DF, o eleitor divide o voto de senador com mais liberdade do que em qualquer outra unidade da federação, o que produz resultados cruzados. Em 2018 e em 2022, o eleitorado elegeu senadores de campos opostos na mesma eleição.
A definição prática deve sair das convenções, mas a negociação real acontece agora, nas conversas que antecedem o registro das federações. Quem chegar às convenções sem palanque estruturado nas regiões administrativas dificilmente reverte o quadro depois.
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