PRESIDENTE DO SENADO DEFENDE REFIS DA CRISE
A crise nas empresas brasileiras, continuada no segundo ano de pandemia, requer novas medidas de socorro.
O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, reconhece isso. Ele ontem defendeu o lançamento de um novo Refis, programa especial que permite a regularização de dívidas tributárias, com benefícios, descontos e parcelamento.
Pacheco considera esta como uma medida fiscal imediata para ajudar as empresas a superarem as dificuldades, reduzindo falências e fechamento de atividades.
“O Refis vem como um alento importante para poder se ter essa regularização tributária. É bem verdade que não se pode acostumar o contribuinte com modalidades de parcelamento, mas toda essa ortodoxia deve ser deixada de lado nesse momento de pandemia e as exceções devem ser contempladas, sim”, afirmou.
EMPREGOS – O Brasil fechou o mês de janeiro de 2021 com saldo de 260.353 empregos formais, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
O resultado é o melhor da série histórica para o mês de janeiro, com 1.527.083 admissões e 1.266.730 desligamentos.
Em dezembro de 2020, a geração de empregos ficou em 142.690 postos de trabalho.
O estoque de empregos formais no país chegou a 39.623.321 vínculos.
MINISTRO – O médico cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser Ministro da Saúde, disse que vai executar a política definida pelo Governo do Presidente Bolsonaro.
“O Governo está trabalhando. As políticas públicas estão sendo colocadas em prática. O ministro Pazuello anunciou todo o cronograma da vacinação. A política é do Governo Bolsonaro. A política não é do Ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo”, disse Queiroga.
A posse de Queiroga ainda não tem data definida.
VACINAÇÃO – Levantamento nos estados aponta que 10.389.077 pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e 3.791.197, a segunda, num total de mais de 14 milhões de doses aplicadas.
BRASIL – Foram registradas no Brasil 2.841 mortes por conta da Covid-19 ontem, elevando o total a 281.626.
COLAPSO – Fiocruz analisa que o Brasil passa pelo “maior colapso sanitário e hospitalar da história”.
O monitoramento aponta que 24 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Sistema Único de Saúde (SUS) iguais ou superiores a 80%.
Chama a atenção a ocorrência de contaminação da população abaixo dos 60 anos, com taxas na faixa de 30%, nos relatórios diários.
PFIZER – Anvisa recomenda a continuidade do uso da vacina de Oxford. Explica que o lote de imunizantes, que levou pelo menos 19 países da Europa a suspenderem a vacinação por causa de graves efeitos colaterais, não veio para o Brasil.
“Nas bases nacionais que reúnem os eventos ocorridos com vacinas não há registros de embolismo e trombose que tenham relação de causa com as vacinas contra a Covid-19”, diz a Anvisa.
IMAGEM – As incertezas na Saúde começam a prejudicar a imagem do Presidente Bolsonaro de forma mais intensa.
Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 54% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o desempenho do Presidente Bolsonaro na gestão da crise provocada pelo coronavírus.
Segundo o levantamento, 22% consideram ótima ou boa a performance de Bolsonaro e 24% consideram regular.
Diante da pergunta “Quem é o principal culpado pela situação na pandemia?”, a pesquisa indicou: Bolsonaro: 43%; Governadores: 17%; Prefeitos: 9%; População: 6%; Todos: 5%; Nenhum: 11%.
Aprovação e rejeição de governadores na pandemia: Ruim ou péssimo: 35%; Ótimo ou bom: 34%; Regular: 30%; Não sabe: 1%.
Datafolha apurou a aprovação/reprovação do Governo Bolsonaro, com os seguintes resultados:
• Ótimo/bom: 30%
• Regular: 24%
• Ruim/péssimo: 44%
• Não sabe: 2%.
GRIPE – Campanha nacional de vacinação contra a influenza começa em 12 de abril.
A meta do Ministério da Saúde é imunizar 79,7 milhões de pessoas até 9 de julho.
AMÉRICA DO SUL – Presidente Bolsonaro apelou a organismos financeiros internacionais por mais ações que apoiem “de forma decisiva e coordenada” os esforços dos países da América do Sul no enfrentamento da pandemia. Ele participou da reunião de Presidentes do Foro para o Progresso da América do Sul (Prosul).
“Consideramos que um dos grandes desafios do pós-pandemia será aumentar os fluxos de investimentos voltados a financiar o desenvolvimento sustentável na nossa região”, disse.
Segundo Bolsonaro, a economia brasileira iniciou sua trajetória de recuperação e o governo está “firmemente determinado” a aprovar medidas “que irão permitir o crescimento sustentado da nossa economia nos próximos anos”, como as reformas administrativa e tributária, a nova Lei de Falências e a privatização de empresas estatais.
JUROS – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa hoje a segunda reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic.
Em todos os meios de comunicação há forte lobby para que a taxa de juros passe de 2% para 2,25%, ou até mesmo 2,75%.
Vamos ver hoje, quando se conclui a reunião do Copom.
PUNIÇÃO – Senado aprovou projeto que prevê detenção de um a três anos e multa para quem desrespeitar a ordem de prioridade da vacinação contra Covid-19.
Proposta segue para a Câmara.
GÁS – Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto de lei conhecido como Nova Lei do Gás, que altera as regras do mercado de gás natural. O texto segue para sanção presidencial.
A nova lei facilita a entrada de novos agentes no mercado e dá segurança jurídica para a quebra de monopólio da Petrobras, o que pode baratear o preço do gás natural.
CNI – Os brasileiros acreditam que o país deve ter como prioridade uma indústria forte, segundo pesquisa da Confederação Nacional Indústria (CNI).
Os principais pontos do levantamento são:
• 97% da população avalia que, para a economia do Brasil crescer, é necessário que a indústria também cresça; e
• 94% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte que o Brasil precisa investir mais em sua indústria.
AGENDA – Em cerimônia no Palácio do Planalto, hoje, às 16h, o Presidente Bolsonaro lança o Programa Integra Brasil, com o objetivo de promover o esporte como aliado no enfrentamento às violações de direitos humanos no Brasil.
ECONOMIA – Bolsa de Valores ontem caiu 0,72%, para 114.019 pontos.
E dólar fechou a R$ 5,61, com alta de 0,36%.
Por RENATO RIELLA
Foto: Marcos Brandão/Senado Federal
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